11 Julho

Atendimentos no Hospital de Amor voltam a normalidade em RO após queda de cerca de 40% no início da pandemia

Ações para prevenção de novos casos e detecção de câncer não estão sendo realizadas por causa da pandemia da Covid-19, o que preocupa os especialistas.

 

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Atendimentos no Hospital de Amor voltaram a normalidade este mês em Porto Velho
 
O Hospital de Amor da Amazônia, que trata pacientes com câncer em Porto Velho, voltou a atender normalmente este mês, após uma queda nos serviços oferecidos devido a pandemia do novo coronavírus. Os médicos da unidade se preocupam com a prevenção, que não está sendo realizada por conta da Covid-19.
 
No início da pandemia, diversos funcionários do hospital foram afastados, e o fluxo de pacientes também diminuiu, pois, os ônibus deixaram de ser levar pacientes do interior para a capital, chegando a uma redução de 40%.
 
Após três meses e algumas adaptações, os atendimentos voltaram a ficar perto da normalidade, segundo o diretor técnico do Hospital de Amor, Carlos Alexandre Ramagem.
 
"O número de afastamentos têm diminuído a cada dia, em termos de funcionários, os municípios que deixaram de mandar, aos poucos estão voltando a mandar os pacientes. E agora o fluxo no estado dos pacientes contaminados, não só aqui com Covid-19, mas também os outros hospitais que atendem os pacientes infectados, a coisa parece estar um pouco mais organizada, e isso nos permitiu voltar com mais segurança", explica
 
Para garantir a segurança dos pacientes, os acompanhantes ficam do lado de fora. Por mês são realizados, em média, mil procedimentos de quimioterapia, além de 250 a 350 cirurgias oncológicas.
 
Segundo o diretor executivo, Jean Negreiros, a preocupação no momento é com a prevenção e detecção de novos casos, que não estão sendo realizados por causa da pandemia.
 
"A estimativa é que sejam diagnosticados esse ano, casos novos, mais de 625 mil no Brasil. Então essas pessoas, desde março, estão em casa, em quarentena, essas pessoas não estão procurando as unidades de saúde básicas com um tumor inicial, com uma suspeita, um nódulo na mama, lesão em pele, que são os tumores que você estipa na fase inicial e o paciente tem 100% de cura. A nossa preocupação é pós-pandemia, com as pessoas que estão em casa com os tumores crescendo, e após a pandemia a quantidade de casos avançados que vão aparecer", explica.
 
Fonte: G1