25 Março

Mortes por coronavírus sobem para 59 no Brasil; são 2.554 casos

Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Sul confirmaram primeiras vítimas fora do Sudeste.

 

Foto da notícia
 
As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 19h40 de quarta-feira (25), 2.527 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 59 mortos. O Rio de Janeiro registra oito mortos e São Paulo, 48. Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Sul registraram mortes pela Covid-19.
 
O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde desta quarta-feira (25), informando que o Brasil registra 2.433 casos confirmados do novo coronavírus e que já foram registradas 57 mortes - os dados ainda não foram atualizados por todas as secretarias de saúde estaduais.
 
Na manhã desta quarta-feira (25), Pará chegou a sete casos confirmados e Minas Gerais registrou mais três casos, contabilizando 133 infectados. Já a Bahia tem 84 casos confirmados. O Distrito Federal registrou cinco novos casos e totaliza 182 infectados. O Rio de Janeiro, agora, registra um total de 270 casos da doença e, São Paulo, 862.
 
Também na quarta, a prefeitura de Porto Alegre confirmou a primeira morte pela Covid-19 no Rio Grande do Sul. Paciente era uma mulher de 91 anos que estava na UTI. O caso foi confirmado pela secretaria de saúde do estado e pelo Ministério da Saúde.
 
Confira o balanço das secretarias de Saúde:
 
Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil
 
Estado
Secretarias da Saúde
Ministério da Saúde
AC
23
23
AL
11
11
AP
1
1
AM
54
54
BA
91
84
CE
211
200
DF
191
160
ES
40
39
GO
29
29
MA
8
8
MT
9
8
MS
24
24
MG
133
133
PA
7
7
PB
5
3
PR
97
81
PE
46
46
PI
8
8
RJ
370
370
RN
14
14
RS
162
123
RO
5
5
RR
8
8
SC
122
109
SP
862
862
SE
16
16
TO
7
7
Total
2554
2433
 

Abaixo, veja a evolução do número de casos confirmados do coronavírus no Brasil ao longo dos dias.

Fonte: Ministério da Saúde até 15 de março; secretarias estaduais da Saúde a partir de 16 de março.

 
Bolsonaro contraria especialistas e pede fim do "confinamento em massa"
 
Contrariando tudo o que especialistas e autoridades sanitárias do país e do mundo inteiro vêm pregando como forma de evitar que o novo coronavírus se espalhe, o presidente Jair Bolsonaro criticou o pedido para que todas aqueles que possam fiquem em casa em pronunciamento na noite desta terça-feira (24), em rede nacional de televisão.
 
Bolsonaro culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de "pavor". E disse que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma "gripezinha".
 
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), divulgou uma nota na qual classificou a fala de Bolsonaro como "grave" e disse que o país precisa de uma "liderança séria".
 
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o pronunciamento "foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas em saúde pública".
 
Fonte: G1