06 Dezembro Por: Fabiano do Carmo

Manifestantes fecham fronteira entre Bolívia e Brasil em protesto contra nova candidatura de Evo Morales

População boliviana pede a anulação da candidatura do atual presidente. Referendo de 2016 impede que candidatos concorram a reeleição por mais de uma vez
 

 

Foto da notícia
Protesto impede saída de barcos do Brasil — Foto: Fabiano do Carmo/G1
 
A fronteira entre Guayaramerin, Bolívia, e Guajará-Mirim (RO) foi fechada nesta quinta-feira (6) por bolivianos que protestam contra a nova candidatura à presidência de Evo Morales, no poder desde 2006.
 
Com o protesto na fronteira com Guajará-Mirim, turistas brasileiros não conseguem mais atravessar o Rio Mamoré para fazer compras nesta quinta-feira, pois os barcos não puderam navegar.
 
O Comitê Cívico da Bolívia declarou o fechamento de estradas, ruas, avenidas e até a fronteira com Brasil.
 
O movimento é a nível nacional e deve durar cerca de 24h. Os cidadãos bolivianos pedem respeito e o cumprimento do “Referendum 21 de febrero del 2016”.
 
Segundo a constituição boliviana, o referendo de 2016 não permite que um candidato a presidência concorra a reeleição por mais de uma vez.
 
Por conseguinte, o atual Presidente, Evo Morales, não poderia se candidatar a reeleição.
 
Reivindicação

A população boliviana acusa o Tribunal Constitucional Plurinacional da Bolívia de favorecer ilegalmente autoridades políticas nacionais, descumprindo assim o “Referendum 21 de febrero del 2016”.
 
Na noite da última terça-feira (4), o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia autorizou a candidatura do atual presidente, Evo Morales, e do vice, Álvaro García Linera, para as eleições primarias que devem acontecer no dia 27 de janeiro de 2019.
 
Isso significa que Evo Morales e o vice poderão concorrer a um quarto mandato. As eleições gerais à presidência da Bolívia acontecerão em outubro de 2019.
 
País protesta contra nova candidatura de Evo — Foto: Bas Czerwinski/ANP/AFP
 
O Movimento ao Socialismo (MAS), partido do atual presidente, concorrerá nas eleições primarias com mais sete chapas autorizadas pelo TSE.
 
Protestos

Os protestos no país estão ocorrendo desde terça-feira e incluem atos como bloqueios de ruas e vigílias.
 
Em algumas cidades houve confrontos com apoiadores de Morales e com forças de segurança, de acordo com o “La Razón”.
 
O jornal informa que La Paz é a capital com mais protestos.
 
Fonte: G1